quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Google poderá vender carros que dispensam o motorista

Google X, "laboratório secreto" da empresa desvendado pelo New York Times no domingo, pode esconder muitas invenções


Sabe aqueles filmes em que um cientista possui um laboratório secreto onde faz seus experimentos mais malucos? O Google tem algo parecido, chamado "Google X". A operação foi descoberta e mostrada ao mundo neste domingo (13/11) em uma matéria do New York Times. E é de lá que podem sair duas tecnologias com potencial de mudar a forma como conhecemos os carros atualmente.

De acordo com o site Electronista, uma fonte que não quis se identificar afirmou que a empresa planeja construir carros que dispensam a necessidade de motoristas. O Google os fabricaria nos EUA e os venderia para empresas locais que queiram eliminar a figura do condutor de seu quadro de funcionários.

A outra invenção do Google X é relacionada à robótica. Máquinas poderiam, por exemplo, substituir os motoristas do Google Street View, encarregados de dirigir pelas cidades enquanto o sistema fotografa as ruas.

Na equipe do Google X estão Sebastian Thrun, um dos maiores experts em robótica e inteligência artificial do mundo, professor de ciência da computação em Stanford, EUA, e inventor do primeiro carro sem motorista; e Andrew Ng, o homem que aplicou a neurociência à inteligência artificial para ensinar robôs e máquinas a se comportarem como pessoas.

Por mais que o negócio principal do Google seja relacionado a buscas, o "laboratório secreto" reafirma o DNA da empresa de sempre incentivar seus usuários a colocar ideias mirabolantes em prática. Por lá, a direção permite que 20% da carga horária seja empregada em projetos pessoais que poderão se tornar grandes produtos do Google no Futuro. O GReader e o Gmail são dois exemplos que surgiram graças à "viagem" de dois funcionários.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morre um gênio ...





Há menos de 24 horas, certos blogueiros precipitados e jornalistas pessimistas ("jornalista pessimista" é um pleonasmo, certo?) saíram por aí falando cobras e lagartos sobre o fato de a Apple ter lançado nesta terça-feira (4) o iPhone 4S, em vez de um smartphone chamado iPhone 5.

Foi o primeiro lançamento depois da recente renúncia de Steve Jobs como CEO (principal executivo) da Apple, para se tratar de um câncer gravíssimo. Auditório pequeno, só para jornalistas americanos. Teste de fogo para o sucessor que Steve Jobs deixou na empresa: Tim Cook.

Ninguém viu o tal esperado iPhone 5, ninguém sabe o que será um iPhone 5, mas esses blogueiros e jornalistas já se decepcionaram com o iPhone 4S, que mal ou nem viram.

mundo de alta tecnologia, feito de inovação constante, seja boa ou seja ruim, é assim mesmo. Igualzinho ao mundo das bolsas de valores, em que os suspiros e as expectativas podem valer muito mais do que fatos reais, concretos e palpáveis. Para muitas dessas pessoas, o instante vale mais do que o longo prazo. Mesmo que seja uma ilusão. Dinheiro fácil e rápido é mais importante do que obra duradoura, bem para a humanidade, essas coisas.

Enquanto nesta terça textos na internet davam conta de uma queda momentânea de 5% nas ações da Apple, que fecharam o dia com queda da ordem de menos 0,5% (nenhuma grande coisa), quase nenhum desses textos informava qual foi o aumento da ação da Apple nos últimos seis meses, um ano ou dois anos. Impressionante! Fez muita gente rica!

Steve Jobs tinha seus defeitos. Era autoritário. Sabia humilhar subordinados que não atendiam seus altos níveis de exigência de qualidade, como fez recentemente com o cabeça do Mobile Me, serviço de "cloud computing" (armazenamento e sincronização de informações na "nuvem", ou seja, em computadores remotos que nem sempre sabemos onde estão). Dizem que o cara foi demitido na frente da equipe, com Jobs furioso, reclamando de quanto ele manchou o nome da Apple.

Eu mesma sou/fui uma vítima do Mobile Me, embora seja uma usuária e admiradora da Apple. Entendo perfeitamente as razões de Jobs ter chegado a esse extremo, embora não aprecie a forma como tudo se deu. Não havia uma maneira de ter evitado os erros ("bugs", em computês) do Mobile Me ANTES do lançamento do produto? Vou ganhar um ano grátis do iCloud (que vai substituir o Mobile Me em breve), como brinde (que não solicitei) pelos problemas que passei.

Mas Steve Jobs era um gênio. Na minha opinião, Jobs era "o" gênio do chamado Vale do Silício, também conhecido como Bay Area, Califórnia. Sem paralelo. Sem sucessor, por mais que eu aprecie o trabalho que Mark Zuckerberg esteja fazendo com o Facebook.

Como ninguém, Steve Jobs soube entender a pessoa comum e criar aparelhos e sistemas que amplificaram o entretenimento, além do mundo do trabalho.

O centro da Apple era e é o usuário final. Usabilidade, esse palavrão que hoje é termo corrente em qualquer empresa de internet ou de sistemas, sempre foi a praia da Apple. Usabilidade quer dizer algo fácil de usar. Como uma geladeira: abre e pronto. Ou adivinha como usar, sem precisar ler manuais.

A última da Apple, nesta terça, foi justamente ter incorporado um serviço chamado Siri (dando crédito a uma empresa que a Apple comprou ano passado). Siri é uma assistente eletrônica que entende comandos de voz e responde perguntas ou executa tarefas como: “Leia para mim o e-mail que chegou agora”, “Preciso sair de guarda-chuva hoje?” ou “Me acorde às 6 da manhã amanhã”, por exemplo.

Por mais que a Microsoft tenha copiado a Apple ao lançar o seu sistema operacional Windows, nunca o Windows chegou ao patamar do rival. E Bill Gates, o antigo CEO da Microsoft, sabe bem disso. Tanto que comentou nesta quarta que o mundo raramente vê uma pessoa do calibre de Steve Jobs, capaz de provocar impactos tão profundos, com efeitos que serão sentidos nas próximas gerações. "Para aqueles que tiveram sorte o suficiente para trabalhar com ele, foi uma insana grande honra. Eu sentirei uma falta imensa de Steve Jobs", disse Bill Gates para o jornal "The New York Times".

Quando até os arquirrivais são obrigados a tirar o chapéu, aí está o homem.

terça-feira, 22 de março de 2011

Microsoft Inaugura Loja on-line no Brasil

A Microsoft anunciou que a partir desta segunda-feira, 21, que estará disponível também no Brasil a sua loja on-line para venda de seus produtos. Com isso, o país se torna o primeiro da América Latina a contar com a Microsoft Store. A companhia informou que a expectativa de resultados é grande com a iniciativa, já que "os brasileiros estão cada vez mais comprando on-line e buscando facilidade na hora da compra".

A Microsoft irá vender por meio da loja on-line o Windows, Office, Office for Mac, Expression, Project e Encorder Pro and Visio. Nesse primeiro momento, não serão vendidas as caixinhas do software, será possível apenas a compra via download.

A Microsoft Store também atua nos mercados da Índia, Japão, Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Itália, Canadá, Austrália, Suiça, China, Coréia do Sul, Rússia, Países baixos, Sudeste da Ásia e Estados Unidos.

terça-feira, 15 de março de 2011

O garoto empreendedor que criou o FACEBOOK

uem poderia imaginar que um estudante de 19 anos pudesse tornar-se bilionário em 5 anos, com um site de relacionamento criado sem maiores pretensões, que era quase um brinquedo? Para surpresa do mundo, esse é exatamente o caso de Mark Zukckerberg, o fundador do Facebook.



“Tudo começou em 2004, quando eu era aluno da Universidade de Harvard. Eu não tinha a menor ideia de que o Facebook seria um sucesso mundial, ao lançar o site de relacionamento, que era pouco mais do que um brinquedo, mas que hoje tem mais de 250 milhões de usuários, 70% deles fora dos Estados Unidos”, conta Zuckerberg, que além de criador é o executivo principal (CEO) da empresa, em entrevista a esta coluna, na semana passada, em São Paulo.

O crescimento do Facebook impressiona. O número de seus usuários dobrou no primeiro semestre deste ano. A cada dia são postadas 1 bilhão de fotos e inseridos mais de 10 milhões de vídeos no site. Cada usuário tem, em média, 120 amigos. O índice de utilização alcança atualmente a impressionante marca de 5 bilhões de minutos por dia. O site está disponível atualmente em 50 idiomas, e, em desenvolvimento, em mais 40 outros.

Conversar com esse garoto famoso de apenas 25 anos nos dá a sensação de que estamos dialogando com um adolescente, ou geek. Ele gosta de perguntas diretas, específicas e objetivas sobre o Facebook. Esquiva-se com elegância de quase todas as questões mais profundas, que lhe peçam reflexão, como sobre o futuro da internet e problemas como crimes cibernéticos ou riscos à privacidade. Demonstra sempre otimismo diante desses problemas, bem como dos riscos de colapso ou de congestionamento da rede em escala mundial.

Esta é a primeira vez que Zuckerberg vem ao Brasil. Seu objetivo é conhecer de perto o potencial do mercado brasileiro, cujos números o impressionam quanto ao crescimento da internet e das novas tecnologias, entre as grandes economias emergentes.

Garoto empreendedor
Filho de um dentista e de uma física, Mark Elliot Zuckerberg nasceu em 14 de maio de 1984. Aos 20 anos, ainda como estudante de computação em Harvard, criou o Facebook, em seu dormitório em companhia de um colega de classe e de um estudante veterano – Dustin Moskovitz e Chris Hughes. Desde adolescente, já desenvolvia programas e aplicativos, em especial alguns games.

Por que a denominação Facebook? A história desse nome é simples e vem de uma das tradições de Harvard, que era a publicação anual de um diretório de alunos com as fotos do rosto de cada estudante, de cada professor e dos funcionários, conhecido com o nome de Facebook. Mas até que fosse escolhido esse nome, o site era conhecido apenas por “Harvard-Thing”.

Nascido para estabelecer o relacionamento de estudantes, o Facebook espalhou-se logo por outras universidades americanas – como Stanford, Dartmouth, Columbia, Cornell e Yale – graças ao trabalho do cofundador Dustin Moskovitz.
Incluído pela revista Time entre As Pessoas Mais Influentes do Mundo em 2008, na categoria de cientistas e pensadores, pelo fenômeno do Facebook, ele foi classificado em 52º lugar num total de 101 escolhidos.

Alçando voo
Logo após a criação do Facebook, Zuckerberg mudou-se para Palo Alto, na Califórnia, com Moskovitz e outros amigos. Instalaram-se em seu primeiro escritório no começo do segundo semestre de 2004.

Pergunto-lhe se ainda pretende voltar a estudar em Harvard: “Gostaria muito de retornar e terminar algum curso de pós-graduação. Quem sabe, em poucos anos, tenha condições de retornar aos estudos acadêmicos”.

News Feed foi o primeiro novo produto lançado dentro do Facebook, em setembro de 2006, para mostrar aos seus amigos o que cada um está fazendo. Na sequência, surgiu a Plataforma Facebook, desenvolvida para permitir que programadores criassem aplicações sociais dentro do Facebook. Seu sucesso ultrapassou todas as expectativas e despertou interesse incomum na comunidade de desenvolvedores. Em poucas semanas, numerosas aplicações foram criadas e o número de usuários explodiu para muitos milhões. Hoje, existem mais de 400 mil desenvolvedores em todo o mundo trabalhando em aplicações da Plataforma Facebook.

Uma versão dessa plataforma, chamada Facebook Connect, para aplicações sociais em outros websites, foi lançada no dia 23 de julho de 2008. Nove meses antes, Zuckerberg já havia aberto uma nova frente de receitas comerciais, com o Beacon, um sistema social de publicidade e propaganda.

Zuckerberg diz que, por tudo que já aprendeu como modelo de negócio, “a propaganda e o comércio eletrônico são as duas grandes vertentes não apenas do Facebook, mas da própria internet”.

Em outubro de 2007, o Facebook vendeu a pequena fatia de 1,6% de seu capital à Microsoft, por US$ 260 milhões. Por essa venda, muitos analistas estimaram o valor do Facebook em cerca de US$ 15 bilhões. Para a revista Forbes, no entanto, esse valor, parece exagerado. Seria mais razoável estimá-lo entre US$ 3 bilhões e 5 bilhões. Com a crise mundial, a fortuna pessoal de Zuckerberg caiu abaixo de US$ 1 bilhão.

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